Os riscos da gravidez na adolescência

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A gravidez na adolescência pode ser um tema bastante polêmico de se discutir, mas isso não muda o fato de ser uma situação que ocorre com frequência e afeta diversas pessoas (principalmente, aqui no Brasil).

Se olharmos para os séculos passados, registros mostram que em 1900, as mulheres costumavam ter a primeira menstruação aproximadamente aos 17 anos.

Atualmente, as meninas podem começar a menstruar por volta dos 11 ou 12 anos. Não se tem uma conclusão exata para o porquê disso, mas se sabe que os adolescentes também estão começando as atividades sexuais cada vez mais cedo, o que, juntamente com a menstruação precoce, aumenta os riscos de se engravidar na adolescência.

Segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), dos 3 milhões de nascidos em 2016, 480 mil eram filhos de mães entre 15 e 19 anos (16% dos casos), além de haver um alto índice de reincidência em adolescentes gestantes.

Neste cenário, em que a gravidez na adolescência é considerada um problema de saúde pública por muitos médicos e especialistas da área, quais são os reais riscos de se engravidar durante a adolescência e como esses riscos podem ser minimizados?

Os riscos da gravidez na adolescência

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a adolescência é o período compreendido entre os 10 e os 19 anos de idade.

Os riscos envolvendo engravidar nesse período vão desde riscos físicos (para a gestante e para o bebê), até problemas psicológicos e sociais para a mãe.

Começando pelo risco à saúde, quando a gravidez ocorre até 2 anos após a primeira menstruação, a mãe e feto correm mais riscos do que uma gravidez “normal”. Isso porque o organismo da menina ainda não se desenvolveu completamente para se adaptar às mudanças hormonais que a menstruação traz e ao crescimento dos órgãos.

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Além disso, em casos de gravidez na adolescência, há mais chances de o filho (a) nascer prematuro (que é um dos maiores contribuintes para a mortalidade infantil), causando também outros problemas nos primeiros anos da criança, que não teve todo o tempo necessário para se desenvolver no útero antes do nascimento.

Falando dos riscos psicológicos e sociais, há o problema que a gravidez na adolescência, além de muitas vezes não ser planejada, também é reprimida por parte da família da adolescente.

Essa repressão e exclusão por parte de familiares pode causar o isolamento da menina, juntamente com problemas em outros relacionamentos sociais em seu dia a dia.

Outro agravante é que, uma gravidez na adolescência tende a atrapalhar a vida escolar e a inserção da mãe no mercado de trabalho, pois muitas vezes é difícil encontrar alguém para cuidar da criança.

Esse afastamento dos estudos e do trabalho provoca o que chamamos de “ciclo da pobreza”.

As meninas com rendas mais baixas possuem uma tendência consideravelmente maior a engravidar durante a adolescência. Ter a responsabilidade de cuidar de um filho (a) nessa idade impede que a mãe possa focar nos estudos e em sua carreira (ao menos no início da vida adulta), coisas que poderiam melhorar sua situação financeira.

Existe um meio de prevenir a gravidez na adolescência?

Assim como a gravidez em outros períodos da vida, o meio mais comum e direto para combater o aumento da gravidez na adolescência seria o uso de métodos contraceptivos.

Infelizmente, a falta de cuidado e de conhecimento sobre educação sexual dos adolescentes, fazem com que não seja dada a devida importância a esses métodos.

As meninas costumam acreditar que o uso da pílula anticoncepcional é adequado apenas para aquelas que possuem um único parceiro fixo, quando na verdade, ela pode ser utilizada juntamente com outros métodos contraceptivos (como a camisinha) para reforçar a segurança, desde que sempre com a recomendação e o acompanhamento de uma ginecologista.

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Falando da camisinha, este método está disponível gratuitamente para todas as pessoas, mas muitas meninas optam por não utilizar, até mesmo por insistência do parceiro ou por acreditar que uma gravidez na adolescência não vai acontecer com ela.

O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece também a opção do DIU de cobre, um dispositivo intrauterino e se refere ao método contraceptivo em que uma pequena haste em forma de Y é colocada dentro do útero. 

No entanto, enquanto não houver informação e conscientização, os métodos disponíveis para evitar a gravidez na adolescência não terão utilidade pois, aquelas que deveriam procurar proteção, não veem a relevância deles.

Como reduzir os riscos da gravidez?

No caso de ocorrer a gravidez na adolescência, o primeiro passo para diminuir as consequências da maternidade ainda na adolescência é a busca de apoio familiar a profissional.

Assim como em toda gravidez, é preciso ter pessoas próximas da mãe que a apoiem e a ajudem naquilo que ela precisar, especialmente na parte emocional e psicológica.

A gravidez na adolescência já acarreta em uma exclusão de atividades que a adolescente costumava fazer, se as pessoas à sua volta também a excluírem, isso pode deixá-la ainda mais abalada.

Além disso, um acompanhamento médico e profissional é vital para uma gravidez saudável.

A maioria dos problemas que uma gravidez na adolescência pode causar para a mãe e para o bebê podem ser evitados com um pré-natal bem feito.

O acompanhamento pré-natal é um conjunto de exames feitos durante a gestação que acompanham a saúde do bebê e da gestante. Esse cuidado é muito importante para prevenir qualquer possível complicação.

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Inessa Sato Mamãe do Vini, Consultora do Sono materno-infantil ✨ajudando famílias a dormir melhor 📩inessa@caiunosono.com.br

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