Saiba tudo sobre o Parto Normal

Parto_Normal
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O Brasil é o segundo país do mundo na realização da cesariana, embora o parto normal tenha sido muito incentivado nos últimos anos. Mesmo sendo mais recomendado que a cesárea, o processo normal de dar á luz ainda causa dúvidas às mulheres. Confira informações importantíssimas sobre o parto normal aqui!

O parto normal se trata do processo natural do organismo da mulher gestante, onde o nascimento do bebê não necessita de intervenção ou procedimentos invasivos. No entanto, mesmo sendo um desenvolvimento natural do organismo do final de uma gestação, muitas futuras mamães ainda têm dúvidas em relação ao parto normal.

Praticamente todo mundo foi ensinado que o parto normal é extremamente doloroso para a mulher. Mas isso não é necessariamente uma verdade, já que hoje há meio de minimizar, por exemplo, as dores do parto normal – seja com métodos naturais (parto natural ou humanizado) ou mesmo aplicação de anestésicos.

Além disso, o parto normal oferece a gestante muitas vantagens e benefícios quando o comparamos com o cesariana. Mas porque, então, muitas mulheres ainda se submetem a cesárea? O Brasil, por exemplo, é o segundo país do mundo no número de cesarianas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) – que apontou que em 2018, cerca de 55% das gestantes passaram pelo procedimento para darem à luz em estabelecimentos particulares de saúde, o que é considerado um percentual bastante alto.

Desconsiderando o fato de que passar por uma cesariana pode ser opção de uma mulher ou orientação do médico, a intervenção é feita, ao invés do parto normal, principalmente, quando a gestante não apresenta dilatação vaginal suficiente para a passagem do recém-nascido. Porém, devemos levar em consideração que muitas gestantes têm medo da dor do parto normal, além de a cesárea poder ser feita na data e horário preferidos pela mulher, ser mais rápida e gerar mais lucros às maternidades privadas.

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Vantagens do parto normal para a mulher e o bebê

  • Evita mal-estares para a nova mamãe, causados, geralmente, pela anestesia da cesárea;
  • Não existe o corte realizado pela cesariana, que costuma demorar para cicatrizar e necessita de diversos cuidados. Além disso, a mulher não fica com marcas em seu corpo, um fator que melhora muito a sua autoestima, já que a cicatriz da cesariana costuma deixar as mães insatisfeitas com a estética de seus corpos;
  • Os riscos de infecção – tanto para a mulher como para o bebê – com o parto normal, caem drasticamente;
  • A mulher ainda se livra da possibilidade de hematomas, que, em geral, são resultados da intervenção da cesariana. Isso vale para a mãe e para o recém-nascido;
  • Menos chances de a nova mãe desenvolver problemas emocionais, como depressão. Isso porque a cesariana não deixa de ser um processo cirúrgico e intervenções invasivas, em geral, podem impactar no estado psicológico de qualquer paciente; 
  • É um processo natural do organismo, assim, o bebê é quem “decide” quando ele está realmente pronto para deixar o útero materno. Dessa forma, as chances de o recém-nascido nascer abaixo do peso ou da altura praticamente não existem com o parto normal; entre outras.

Como saber quando se inicia o processo do parto normal?

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É comum que a gestante já esteja preparada para que o bebê dê sinais de que irá nascer, em razão do tempo de gestação. E quando o processo do parto normal se inicia, a mulher, em geral, começa a sentir contrações na parte inferior do abdômen não muito dolorosas, mas com certa frequência – de 10 em 10 minutos, aproximadamente.

Esse é um sinal de que o trabalho de parto está começando e a gestante já pode ser encaminhada a um hospital/maternidade. Ao chegar ao estabelecimento de saúde, a gestante é internada e um médico obstetra avaliará se a mulher apresenta um progresso na dilatação do colo do seu útero. Além disso, verifica-se, por meio de equipamentos, se o bebê está na posição correta para o parto normal – que é de “cabeça para baixo.”

O tempo que uma gestante leva para apresentar uma dilatação que permita o parto normal varia muito. Algumas mulheres em poucas horas tem o colo de seu útero dilatado, mas isso não é muito comum, pois a maioria das gestantes costumam levar mais de 4 horas para uma dilatação completa.

Durante o processo da dilatação, a futura mamãe pode sentir dores, devido as contrações, que aumentam em sua intensidade. Nesse caso, se o médico e a gestante continuarem tentando o parto normal, é possível a administração de medicamentos e anestésicos, que não atrapalham o processo e nem afetam o bebê.

Vale ressaltar ainda que, atualmente, a dilatação para que a mulher tenha um parto normal, pode ser induzida. Trata-se da aplicação de um composto sintético que substitui o hormônio ocitocina – produzido pelo organismo e que ajuda muito na dilatação do colo do útero;   

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Conforme o tempo vai passando, o trabalho de parto normal evolui até que a mulher comece sentir contrações mais frequentes e, assim, o trabalho de parto começa. É quando a dilatação total é alcançada (cerca de 10 cm) e o útero começa a impulsionar o feto, para que ele deixe o corpo da mãe.

Nesse momento a gestante pode ajudar, forçando o útero, para que o recém-nascido tenha mais facilidade de chegar ao mundo. Mas a mulher deve esquecer, especialmente, de cenas de televisão, nas mais parece que quem está dando à luz está quase perto da morte – esse auxílio e força que a nova mãe pode fazer deve ser suave.

Por fim, o bebê passa pelo canal vaginal da mulher, tendo o seu corpo comprimido, já que a abertura vaginal tem cerca de 10 cm de diâmetro – o que é menor do que o corpo do recém-nascido. Depois disso, o bebê passa pelos mesmos cuidados dos outros, tenham eles nascidos também de parto normal ou cesariana: corte do cordão umbilical, limpeza, pesagem, etc.

Observação: em alguns casos, mesmo que a mulher tenha dilatação suficiente do colo do útero, o médico obstetra opta por fazer uma cesárea ao invés do parto normal, para a segurança da mãe e do recém-nascido. Isso ocorre, por exemplo, em casos onde a gestante sofre de hipertensão, diabetes, eclampsia, problemas renais ou do coração, entre outras situações.

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Inessa Sato Mamãe do Vini, Consultora do Sono materno-infantil ✨ajudando famílias a dormir melhor 📩inessa@caiunosono.com.br

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